Cabala

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A CABALA

 

“Esta é a chave do mistério das letras sagradas. Concentra a mente no objetivo estabelecido diante de ti por qualquer carta, eleva o seu pensamento e começa a meditar. Aí a natureza interna desse objetivo vai passar a ser do teu conhecimento, e desta maneira chegarás perto de algum aspecto do meu Ser”. (Livro dos Sinais)

 

                                                        

 

A palavra Cabala significa “tradição” ou “aquilo que é recebido”. Também significa “Lei”.

Lei oral como a de Moisés nos cinco primeiros livros da Bíblia. O Tora (em grego chamado de Pentateuco).

Existem duas escolas diferentes da Cabala, a do Judaísmo e a Cabala Hermética. Embora a Cabala Judaica e a Cabala Hermética originam das mesmas fontes literárias, existem diferenças entre as duas; tanto  na interpretação dos textos, como nas atividades práticas.

Outra diferença existente entre as duas, é o fato das correspondências dos nomes Divinos.

A Cabala é o conhecimento esotérico que foi revelado a Moisés no Monte Sinai. Uma outra tradição diz que a Cabala foi originalmente revelada pelos Anjos a Adão, para que pudesse voltar ao Paraíso depois do Pecado Original.

 

O SEPHER YETZIRAH (O LIVRO DA CRIAÇÃO)

 

Este livro constituído por seis breves capítulos, surgiu entre os séculos III e VI d.C., é a pedra angular da literatura cabalísticas e o documento onde a palavra Sephiroth aparece pela primeira vez. Esta obra descreve a criação do universo em termos das letras do alfabeto hebraico e de números simbólicos relacionados com o Neopitagorismo.

 

O CABALISMO MEDIEVAL

 

O Sepher Yetzirah preparou o terreno para o misticismo judeu ao fundir as diversas correntes místicas num contexto judaico. Enquanto a própria palavra Sephiroth, foi originalmente usada com o significado de simples números ou estágios numéricos da criação, na Idade Média essa palavra veio a adquirir o significado de um sistema específico de emanação Divina.

A introdução da gematria serviu para dois propósitos; primeiro, a segurança que os escribas iriam escrever os nomes tal como os haviam recebidos; segundo, era um incentivo para uma meditação séria a respeito dos Nomes.

Entre 1150 e 1200, no Sul da França, surgiu uma outra obra cabalística muito importante; “O Sepher-Há-Bahir”, provavelmente produzido a partir de diversos escritos de origem germânica ou oriental. O Bahir contém a primeira referência a uma “Árvore Secreta” e é o primeiro a descrever as Sephiroth como recipientes da Luz Divina.

O resultado do estudo do Sepher Yetzirah em termos do Bahir foi que os estudiosos começaram a discutir conjuntamente as Dez Sephiroth e os Trinta e Dois Caminhos.

Outra importante idéia que apareceu nessa época, na França e na Espanha, foi de que havia Sephiroth más existindo numa exata correlação com as boas. Esse conceito foi desenvolvido por alguns dos membros da Confraria da Aurora Dourada.

 

O ZOHAR

 

Escrito por Moisés de Leon entre 1280 e 1286, O Zohar, o maior de todos os tratados cabalísticos, trata-se de um conjunto de comentários sobre a Bíblia e a cosmologia mística.

O Zohar é escrito basicamente no antigo aramaico, língua a partir da qual surgiram o hebraico e o árabe. O Zohar veio a tornar-se o texto mais importante do misticismo judaico.

 

 

 

A ÁRVORE DA VIDA

 

A árvore da vida pretende simbolizar todo o Universo, uma proposição de implicações tão vastas que muitos poderão duvidar da possibilidade de existir  um símbolo assim.

Trata-se de um diagrama ilusoriamente simples constituído por dez esferas chamadas Sephiroth e os Caminhos são chamados coletivamente de Trinta e Dois Caminhos de Sabedoria.

As Dez Sephiroth são:

 

1- KETHER – A Coroa

2- CHOKMAH – Sabedoria

3- BINAH – Compreensão

 

Entre Binah e a Sephira seguinte há uma invisível chamada Daath ou Conhecimento. Ela não está representada na Árvore porque é uma ponte construída por cada indivíduo através do Abismo existente entre as Sephiroth superiores e as inferiores:

 

4- CHESED – Misericórdia

5- GEBURAH – Severidade

6- TIPHARETH – Beleza

7- NETZACH – Vitória

8- HOD – Esplendor

9- YESOD – Alicerce

10-MALKUTH – Reino

 

A Árvore da Vida usada pelos cabalistas herméticos modernos foi publicada pela primeira vez em 1652, no Oedipus Aegypticus de Kircher. Embora a Árvore tenha sofrido muitas modificações, suas raízes históricas parecem estar fincadas num passado secreto de religiões misteriosas.

A primeira referência a uma “Árvore Secreta”aparece no Bahir, publicado na França , por volta do ano 1200.

Todavia, se alguém desenhasse uma Árvore com a base nesse texto, apenas oito das dez Sephiroth, de Binah a Malkuth, seriam incluídas, pois diz-se aí que a Árvore cresce à medida que é regada pela Sabedoria (CHOKMAH).

A Árvore da Vida está dividida em três Pilares; o primeiro é o Pilar da Forma; O do meio é o Pilar Médio; e o terceiro, é o Pilar da Força.

O Primeiro Pilar representado pelas sephiroth 3, 5, 8 é da Severidade

O Pilar do Meio representado pelas sephiroth 1, 6, 9, 10 é da Suavidade

O terceiro Pilar representado pelas sephiroth 2, 4, 7 é da Misericórdia        

 

Existem diversos aspectos da Cabala tradicional que talvez pareçam um tanto obscuros, mas que na verdade, são muito simples. Um deles é a aplicação do “homem” à Árvore e envolve dois conceitos distintos. O primeiro conceito é o de ADAM KADMON (“O grande Ancião do Zohar”). Adam Kadmon é todas as dez Sephiroth, uma grande unidade orgânica e um corpo espiritual no qual cada um de nós poderia ser considerado uma única célula contendo todos os atributos potenciais do todo.